Humor
Quando os investigadores da Polícia Federal (PF) começaram a destrinchar os gabaritos do Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024, um nome familiar voltou a circular nas planilhas de análise. Luiz Paulo Silva dos Santos. Para a maioria dos aprovados, apenas mais um candidato entre os mais de um milhão de inscritos. Para quem trabalha com repressão a fraudes em concursos públicos, um velho conhecido.
Aos 45 anos, nascido em Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, Luiz Paulo carrega um histórico que o tornou quase uma lenda no submundo das fraudes de certames públicos.
Conhecido pelo apelido “Baby 10”, ele foi alvo da Operação Gabarito, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba em 2017. O caso desarticulou uma estrutura criminosa que atravessou mais de uma década, entre 2005 e 2017, e teria manipulado 67 concursos em nove estados e no Distrito Federal.
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O golpe era rentável e bem planejado: mais de R$ 100 milhões teriam sido movimentados, mil pessoas se beneficiaram direta ou indiretamente e 100 foram denunciadas formalmente. Luiz Paulo estava entre elas.
A engrenagem de um crime silencioso
Na época, ele não ocupava posição de comando. Era o operador. O homem que executava o que os líderes chamavam de “parte suja” do processo. Luiz Paulo era quem fotografava as provas dentro das salas, com câmeras escondidas em botões ou canetas, e as enviava, em tempo real, para o grupo de “professores” da quadrilha.
Os especialistas, contratados para resolver as provas em minutos, devolviam os gabaritos prontos, que eram repassados a candidatos dispostos a pagar até R$ 150 mil por uma vaga garantida.
“Ele tinha papel fundamental. Era quem viabilizava a fraude”, disse, na época, o delegado Lucas Sá, responsável pela Operação Gabarito. “Sem alguém infiltrado dentro das salas, fotografando as provas, o esquema não existiria.”
As investigações mostraram que Luiz Paulo era metódico. Sabia onde sentar, quando agir, como disfarçar os movimentos. O material fotográfico seguia por aplicativos criptografados até uma central que operava como um verdadeiro escritório do crime, com consultores por área, planilhas, cronogramas e divisão de lucros.
Quando foi preso, em maio de 2017, a Polícia Civil apreendeu com ele equipamentos eletrônicos adaptados, celulares modificados e registros de candidatos atendidos em diferentes estados. A quadrilha atuava em concursos de órgãos como a Polícia Federal, o IBGE, o Departamento Penitenciário Nacional e universidades federais.
Preso e solto
Luiz Paulo ficou pouco tempo atrás das grades. Em maio de 2018, ele e outros integrantes da organização foram libertados por excesso de prazo, após um impasse judicial entre as justiças estadual e federal. O caso envolvia concursos de esferas diferentes e acabou travado por meses na discussão sobre qual tribunal seria competente para julgar o processo.
Sem sentença e com a prisão preventiva expirando, todos foram soltos. À época, o delegado Lucas Sá alertou que a decisão colocava de volta nas ruas personagens centrais da estrutura criminosa. “Muitos ainda têm contato com os antigos comparsas e com os métodos usados nas fraudes. Soltos, podem voltar a agir”, disse, em entrevista concedida em 2018. A previsão se confirmou.
O retorno de “Baby 10”
Seis anos depois, Luiz Paulo reapareceu no radar da PF de forma discreta, entre os aprovados do maior concurso público da história do Brasil, o CNU. A descoberta ocorreu por acaso, durante a apuração de uma denúncia anônima que mencionava o nome de Wanderlan Limeira de Sousa, ex-policial militar da Paraíba, apontado como líder de um novo esquema de fraudes.
Ao requisitar à Cesgranrio os gabaritos dos candidatos ao cargo de auditor fiscal do trabalho, os investigadores encontraram algo estatisticamente impossível: oito pessoas haviam acertado e errado exatamente as mesmas questões.
Entre elas, Wanderlan, o irmão Valmir, a sobrinha Larissa, a candidata “gênio” Laís Giselly Nunes de Araújo — e Luiz Paulo, o “Baby 10”.
A descoberta foi o estopim da Operação Última Fase, deflagrada em 2 de outubro deste ano, que mirou o novo grupo de fraudadores e terminou com 15 mandados judiciais em quatro estados.
Em Recife, os agentes bateram à porta de uma casa simples na Rua Dragão do Mar, em Brasília Teimosa. Era o endereço de Luiz Paulo. Lá, encontraram celulares, documentos, listas de candidatos e aparelhos de transmissão. O material foi apreendido, mas ele não foi preso. A Justiça optou por medidas cautelares, obrigação de comparecimento periódico em juízo e proibição de prestar novos concursos.
Um novo grupo, velhas práticas
O inquérito aponta que Luiz Paulo havia migrado de organização, mas não de ofício. Seu papel seguia o mesmo. Ele era o homem da logística, o executor de campo, agora a serviço de um grupo comandado por Wanderlan Limeira e Thyago José de Andrade, o “Negrão”.
Ambos foram presos. Wanderlan é apontado como o cérebro da operação; Thyago, como o técnico responsável pelo envio dos gabaritos para candidatos equipados com pontos eletrônicos.
A estrutura contava ainda com Laís Giselly Nunes de Araújo, 31 anos, a jovem pernambucana que ficou conhecida como a “candidata gênio”. Investigada por fraudar múltiplos concursos, inclusive o do TCE-PE, que foi suspenso após sua aprovação, ela liderava o núcleo do grupo em Recife e Jaboatão dos Guararapes.
Mensagens recuperadas pela PF mostram que Luiz Paulo voltou a atuar com o mesmo perfil operacional. Em conversas criptografadas, ele tratava da entrega de “materiais” e “instalações”, termos que, segundo os investigadores, se referem aos equipamentos eletrônicos usados para repassar respostas durante as provas.
A prova para auditor fiscal do trabalho foi aplicada em 18 de agosto de 2024. A Cesgranrio adotou versões diferentes da avaliação para evitar cola entre candidatos. Ainda assim, a PF identificou que ao menos dez aprovados tinham gabaritos idênticos, mesma sequência de acertos e de erros.
O sistema e a impunidade
A Operação Gabarito já mostrava, há sete anos, a capacidade de adaptação dessas redes criminosas. Mesmo após uma das maiores prisões do gênero, os métodos não desapareceram, apenas se modernizaram.
A demora no julgamento dos processos permitiu que personagens como Luiz Paulo voltassem a atuar. Hoje, ele responde a dois inquéritos: um pela Operação Gabarito, outro pela Operação Última Fase. Nenhum deles chegou a sentença.
De acordo com a investigação, um único auditor fiscal do trabalho aprovado de forma fraudulenta pode gerar um dano potencial de mais de R$ 8 milhões em 30 anos de carreira. No grupo de Luiz Paulo, ao menos dez candidatos teriam sido beneficiados. O impacto total pode ultrapassar R$ 80 milhões aos cofres públicos.
Em sua conta oficial no X (ex-Twitter), a flotilha Global Sumud informou na madrugada desta quarta-feira (8/10) que várias de suas embarcações foram atacadas e interceptadas ilegalmente pelo governo de Benjamin Netanyahu.
O ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou as ações na mesma rede social. “Outra tentativa frustrada de romper o bloqueio naval legal e entrar em uma zona de combate. Os navios e os passageiros serão transferidos para um porto israelense”.
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Em uma série de postagens no X a Global Sumud afirma que as investidas são ilegais.
“O exército israelense não tem jurisdição legal sobre águas internacionais. Nossa flotilha não representa nenhum perigo. Transportamos ajuda vital no valor de mais de US$ 110 mil em medicamentos, equipamentos respiratórios e suprimentos nutricionais que eram destinados aos hospitais de Gaza”.
De acordo com os relatos, as intervenções ocorreram a aproximadamente 220 quilômetros da costa de Gaza. “Pelo menos dois barcos foram abordados e a maioria das transmissões ao vivo está interrompida. Os militares estão tentando desviar a rota”.
The Israeli military has no legal jurisdiction over international waters. Our flotilla poses no harm. We carry vital aid worth over $110,000 USD in medicines, respiratory equipment, and nutritional supplies that were destined for Gaza’s starving hospitals. Tag your politicians… pic.twitter.com/OUSNnUAOJi
— Global Sumud Flotilla (@GlobalSumud) October 8, 2025
Uma das embarcações, o navio Conscience, transportava mais de 90 pessoas, entre jornalistas médicos e ativistas, quando foi alvo de ataque de um helicóptero militar israelense.
O grupo apelou a todos governos e povos para que “condenem esse crime e exijam a libertação imediata de toda a tripulação sequestrada, bem como o fim do bloqueio ilegal de Israel e do genocídio em curso em Gaza”.
Equipes técnicas realizam nesta quarta-feira (8/10) serviços de modernização e melhoria da rede elétrica no Lago Sul e no Itapoã. Para a execução segura das atividades, o fornecimento de energia será interrompido temporariamente nas regiões.
No Lago Sul, o desligamento ocorre das 10h às 16h na SHIS QI 09. Já no Itapoã, o fornecimento será suspenso das 9h às 15h no Condomínio Del Lago.
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Os serviços, conduzidos pela Neoenergia, visam ampliar a capacidade de atendimento e reduzir a necessidade de manutenções emergenciais.
Caso os serviços terminem antes do horário previsto, a rede será religada sem aviso prévio. Além dos desligamentos programados, interrupções não previstas podem ocorrer e devem ser registradas pelo telefone 116.
Clientes com deficiência auditiva e de fala têm atendimento disponível pelo 0800 701 0155, com aparelho adaptado.
Crime recorrente no Distrito Federal, os furtos e roubos relacionados a rede de energia elétrica é um problema que vai além da segurança pública. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que, no ano passado, 7.664 unidades consumidoras foram afetadas por causa dessa prática, o que deixou cada uma delas, em média, 18 horas e 30 minutos com o fornecimento interrompido.
Neste ano, somente até agosto, os números já superam os de 2024. Segundo a Aneel, foram 8.131 consumidores afetados (aumento de 6%), cada um deles ficando cerca de 22 horas sem energia elétrica — um crescimento de 19% no período com o abastecimento suspenso. De acordo com a agência, os dados são repassados mensalmente pela Neoenergia Brasília e estão relacionados a qualquer tipo de equipamento que compõe a rede elétrica.
O engenheiro eletricista e professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) Luciano Duque ressalta que a questão dos roubos/furtos apresenta uma “complexidade considerável”.
Segundo o especialista, a frequência desses delitos pode ser atribuída, em grande parte, ao fato de que a maioria dos cabos alvos são subterrâneos e compostos por cobre, que tem grande valor de mercado. “A tecnologia empregada nessas instalações favorece o uso desse metal, o que os torna alvos preferenciais”, explica.
Duque afirma que uma solução para mitigar essa prática é a instalação de sensores nas redes subterrâneas. “Esses dispositivos monitoram a integridade dos cabos e, em caso de rompimento, disparam um alarme em um sistema centralizado de gerenciamento. A partir daí, a concessionária pode acionar uma equipe técnica e a polícia, atendendo a ocorrência o mais rápido possível”, avalia.
Prática corriqueira
Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que, de janeiro a agosto deste ano, foram registradas 1.617 ocorrências de furtos de cabos de transmissão de dados, telefonia e energia no DF — uma média de, aproximadamente, 202 casos por mês, na capital do país.
Falando somente do cabeamento elétrico, em todo o ano passado foram 263 registros, contra 299, somente até 23 de setembro deste ano — aumento de 14% — de acordo com a Neoenergia.
Em julho deste ano, um homem de 30 anos foi retirado de dentro de um buraco (foto em destaque) para ser preso por furtar os cabos de energia do local. O caso ocorreu na Rua 25, em Águas Claras, no dia 20 de julho.
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Nove dias depois, dois homens foram presos ao furtar cabos de energia na SHCGN 704, na Asa Norte. Os suspeitos foram encontrados e detidos nas proximidades do Centro Universitário de Brasília (Ceub).
Em agosto, dois homens foram presos, um deles pela quarta vez, furtando cabos de energia, somente neste ano. O flagrante foi feito na noite do dia 18, na Asa Norte, próximo ao Autódromo de Brasília. Os suspeitos foram flagrados com os cabos e um alicate nas mãos.
No dia seguinte, policiais civis da 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) realizaram uma operação contra ladrões de cabos de energia e transmissão de dados no DF. Segundo a investigação, os criminosos usavam uniformes de técnicos de telefonia para despistar a polícia e deram prejuízo de R$ 1 milhão.
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Um homem chegou a entrar dentro de um bueiro para furtar cabos de energia
Reprodução
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No fim de julho, dois homens foram presos com 10 metros de cabos de energia furtados
PMDF/Reprodução
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Em agosto, dois homens foram flagrados furtando cabos próximo ao Autódromo de Brasília
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No mesmo mês, a PCDF fez uma operação contra um grupo que furtava cabos fingindo serem técnicos de telefonia
Ação coordenada
Desde julho, está em vigor a Lei nº 15.181/2025, que tipifica e aumenta as penas aplicadas ao furto, roubo e receptação de fios, cabos ou equipamentos utilizados para fornecimento ou transmissão de energia elétrica ou de telefonia ou para transferência de dados e as aplicadas à interrupção ou perturbação de serviço telegráfico, telefônico, informático, telemático ou de informação de utilidade pública.
Contudo, para o pesquisador do Grupo Candango de Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (GCCrim/FD/UnB) Welliton Caixeta Maciel, apenas o agravamento de penas não tem sido capaz de desestimular criminosos. “Eles atuam em redes criminosas e diluem muito rapidamente o produto fruto desses crimes”, observou.
Segundo o especialista, diante deste cenário, é fundamental uma ação coordenada de inteligência entre os órgãos da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), com a colaboração da empresa de energia e da população que constatar tais crimes.
“É imprescindível a intensificação das investigações pela Polícia Civil, a fim de desmontar toda a rede de comercialização de produtos provenientes dos cabos de energia e de telefonia. Esse tipo de criminalidade existe porque tem demanda pelo produto, sendo fundamental a responsabilização dos receptadores”, opinou Caixeta.
Elaboração de estratégias
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Segurança Pública informou, por meio de nota, que tem direcionado investimentos para a capacitação das forças de segurança, a melhoria dos equipamentos utilizados e a adoção de tecnologias avançadas para otimizar o trabalho policial e o fortalecimento dos processos de gestão.
Segundo a pasta, relatórios semanais são compartilhados com as forças de segurança, apontando as chamadas manchas criminais, em que é possível detectar dias, horários e locais de maior incidência de crimes, garantindo um policiamento efetivo.
“Destacamos a importância do registro de ocorrências pela população para subsidiar a elaboração de estudos e manchas criminais que indicam dias, horários e locais de maior incidência de cada crime, entre outras informações relevantes para o processo de investigação”, afirmou a nota.
De acordo com a SSP-DF, esses levantamentos são utilizados na elaboração de estratégias para o policiamento ostensivo da Polícia Militar (PMDF), bem como para a identificação e desarticulação de possíveis grupos especializados, por parte da Polícia Civil (PCDF).
Brunna Gonçalves é apresentada como musa da Grande Rio após deixar a Beija-Flor
Brunna Gonçalves fez sua estreia na quadra da Grande Rio, em Duque de Caxias, na noite de terça-feira (7/10). A esposa da cantora Ludmilla foi apresentada como musa da escola de samba para o Carnaval de 2026, marcando oficialmente sua chegada após deixar a Beija-Flor de Nilópolis em meio a polêmicas.
Nas redes sociais, Brunna celebrou a novidade e agradeceu pelo acolhimento da agremiação. “Caxias, tô pronta pro nosso primeiro (de muitos) encontros! @granderio sou toda de vocês!”, declarou em seu perfil do Instagram.
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Durante a apresentação, Brunna posou ao lado do presidente da escola, Milton Abreu, que lhe deu as boas-vindas. Ludmilla também esteve presente para apoiar a amada. Na mesma noite, a Grande Rio recebeu ainda a rainha de bateria Virginia Fonseca.
Brunna deixa a Beija-Flor e Gabriel David se manifesta
A confusão teve início em junho de 2025, quando Ludmilla, madrinha do casamento de Gabriel David e Giovanna Lancellotti, não compareceu à cerimônia nem justificou sua ausência. Ela também cancelou a apresentação musical que havia se oferecido para fazer, alegando compromissos com o nascimento de sua filha. Brunna Gonçalves, esposa de Ludmilla, interpretou a situação como uma retaliação e afirmou que sua saída da Beija-Flor foi uma consequência direta desse episódio. Ela mencionou que a decisão da escola foi uma forma de punição pela ausência de Ludmilla no casamento.
Em resposta às acusações, Gabriel David, presidente da LIESA e patrono da Beija-Flor, negou que a saída de Brunna tivesse qualquer relação com o episódio com Ludmilla. Ele afirmou que a decisão foi motivada pela falta de envolvimento de Brunna com a comunidade da escola. Gabriel também defendeu sua esposa, Giovanna Lancellotti, esclarecendo que ela nunca ocupou o cargo de musa na Beija-Flor.
Após a manifestação de Gabriel, Ludmilla entrou na discussão, rebatendo as críticas e defendendo sua esposa. A situação gerou uma série de trocas de acusações e discussões públicas nas redes sociais, envolvendo diretamente as partes mencionadas. Após a polêmica, Brunna Gonçalves anunciou sua saída da Beija-Flor e sua entrada como musa da Grande Rio para o Carnaval de 2026.
Após cirurgia no joelho, Gracyanne Barbosa compartilha sofrimento na fisioterapia
Gracyanne Barbosa está enfrentando um desafio físico e emocional em sua recuperação. Aos 42 anos, a influenciadora compartilhou com os fãs, na noite desta terça-feira (7/10) o sofrimento das primeiras sessões de fisioterapia após passar por cirurgia para tratar o rompimento completo do tendão quadricipital do joelho, lesão sofrida durante sua apresentação no Dança dos Famosos.
“Uma dor que não consigo descrever”, descreveu Gracyanne. Ela revelou ainda que as lágrimas têm sido constantes desde o momento do pós-operatório. Apesar do sofrimento, ela reconhece o privilégio do suporte recebido, da equipe médica, de colegas e do público.
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No vídeo que divulgou nas redes sociais, Gracyanne relatou como foi o instante da lesão: um giro final da coreografia acompanhado de um estalo alto que mudou tudo, mesmo ela tentando seguir com a apresentação. Logo após o diagnóstico, a cirurgia foi indicada como única saída possível.
“O foco é a recuperação”, disse a musa, afirmando que continuará mostrando os treinos de fisioterapia, o inchaço e cada fase do processo.
Zé Felipe quebra o silêncio sobre declaração polêmica de estar vivendo a melhor fase
Zé Felipe colocou um ponto final na polêmica gerada por sua declaração sobre estar vivendo a melhor fase de sua vida, após o envolvimento com Ana Castela e a separação de Virginia Fonseca. A fala dividiu opiniões, mas, em entrevista ao “Podpah” com Mítico e Igão, o cantor explicou que se sente abençoado por tudo que viveu, sem arrependimentos.
A frase veio à tona após a Boiadeira confirmar a relação com o o filho de Leonardo. Na ocasião, o sertanejo afirmou que está extremamente contente com o momento que vive. “Muito feliz! Acho que estou vivendo a fase mais feliz da minha vida. Está leve, está tudo incrível”, declarou o artista, em vídeo que circulou na internet na última quinta-feira (2/10).
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Apesar da polêmica, Zé Felipe reafirmou o bom momento. Além disso, ele deixou claro que seus filhos não se enquadram na avaliação, já que não são apenas uma fase, e sim para a vida toda: “E quando eu falo da fase que estou vivendo, é que a felicidade é uma coisa muito nossa. A pessoa que baseia a felicidade dele inteira em outra pessoa não é feliz”, explicou.
Também durante o bate-papo para o podcast, o cantor foi surpreendido ao receber uma ligação de Ana Castela. Enquanto ele estava ao vivo no “PodPah”, a sertaneja estava gravando a edição especial do “Altas Horas” de Dia das Crianças, ao lado de Neymar Jr, que logo expressou apoio ao relacionamento dos dois.
Martinho da Vila, atração confirmada no Festival Estilo Brasil em 31 de outubro, é conhecido por ser um dos maiores nomes do samba e um artista de ecletismo musical notável. No entanto, entre sambistas e amantes do gênero, há um consenso de que um dos trabalhos mais celebrados é o álbum “Tendinha”, lançado pela RCA em 1978.
Considerado um disco “pé-no-chão” por tencionar mostrar o Samba de morro, “Tendinha” rapidamente se tornou o álbum preferido de “nove entre dez” admiradores da música, graças, em parte, à “batucada pesadíssima”.
O repertório deu destaque a compositores ligados às escolas de samba do Rio, incluindo nomes como Paulo Brazão, Cabana, Sidney da Conceição, Mário Pereira, Valter Rosa, Sarabanda, Nilton Santa Branca e Tião Graúna.
O disco foi considerado inovador dentro do samba por conta do formato enxuto, apresentando apenas seis faixas, sendo que três delas consistiam em pot-pourri de diversos sambas.
Essa estrutura inovadora e a sonoridade marcante acabaram por antecipar o movimento que despontaria a ganhar força a partir dos anos 1980: o Pagode.
O álbum de 1978 é um marco na carreira de Martinho da Vila e inclui sucessos como “Mulata Faceira” e “Amor Não é Brinquedo”, essa última em parceria com o sambista Candeia. A produção, os arranjos e a regência do projeto ficaram a cargo de Rildo Hora.
A gravação contou com músicos renomados, muitos dos quais eram instrumentistas seminais do novo estilo que surgia nos quintais cariocas. Na seção de cavaquinho estava Almir Guineto e Carlinhos Som 7 enquanto o ritmo ficou sob a batuta de Conjunto Som 7, Nelsinho do Balanço e Sereno.
Sereno, do grupo Fundo de Quintal, é reconhecido por criar o tantã para substituir o surdo de marcação, uma das inovações instrumentais centrais do Pagode.
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“Tendinha” também reforça a ligação direta com as raízes do novo samba ao incluir participações especiais, como a de Neoci Dias, que dividiu os versos em “Zé Ferreira” (parceria de Neoci com Jorge Aragão). Neoci foi uma figura importantíssima na formação do movimento que surgiu no fim dos anos 70 no Cacique de Ramos e era filho de João da Baiana.
A força de “Tendinha” reside, portanto, na celebração da musicalidade da Zona Norte e do subúrbio, o mesmo ambiente de quintais grandes e festivos onde Martinho da Vila viu o Pagode nascer e ganhar o Brasil.
O próprio Martinho, que define o Pagode como um “filho ilustre do samba”, lembra que o espírito desses encontros nos quintais, como o da Dona Doca, Seu Zé da Light e Maria (mulher do Bastião), era tão contagiante que todos, até mesmo os mais sérios, “entravam no clima e curtiam igual a todo mundo”.
Ao levar essa história e o samba de raiz para o palco em Brasília, Martinho da Vila revisita clássicos, e celebra a alegria genuína e a profundidade cultural de uma obra como “Tendinha”, lembrando ao público do Festival Estilo Brasil que, para o eterno bamba, o samba é uma “aula” de história e ritmo.
O evento tem o oferecimento do Banco do Brasil Estilo, patrocínio dos cartões BB Visa, Banco do Brasil e Governo Federal. A realização é do Metrópoles, com produção da Oh! Artes.
Programação:
Fagner
24 de outubro
Lô Borges, Beto Guedes e Sérgio Hinds
Turnê: Esquinas & Canções
25 de outubro
Martinho da Vila
31 de outubro
Tim Bernardes
8 de novembro
Paralamas do Sucesso & Dado Villa Lobos
Turnê: Celebrando 40 anos de Clássicos
21 de novembro
Caetano Veloso
11 de dezembro
Festival Estilo Brasil
Local: Ulysses Centro de Convenções
Ingressos: Bilheteria Digital
Ciúme e sangue: o crime envolvendo um ex-estagiário e um pesquisador da Embrapa
O ex-estagiário da Embrapa, identificado como Enzo Cardoso Vaz Ribeiro (foto em destaque), 22 anos, esfaqueou um pesquisador, de 25 anos, dentro de um laboratório de biotecnologia da instituição, nessa segunda-feira (6/10). Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por ciúmes, após Enzo não aceitar o fim do relacionamento com a vítima.
De acordo com informações colhidas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Enzo estaria perseguindo o ex-namorado. Testemunhas também afirmaram terem visto o ex-estagiário espreitando próximo à porta do laboratório em que o rapaz trabalha, pouco antes dele chegar.
No currículo publicado no Lattes, Enzo se apresenta como graduado em ciências biológicas pela Universidade de Brasília (UnB). Ele também afirma que já foi bolsista de projetos de iniciação científica, tecnológica e à docência, sendo uma das experiências na Embrapa.
Em depoimento aos policiais, a vítima relatou que já havia registrado boletins de ocorrência contra o ex-companheiro por conta das perseguições que sofria.
Nessa segunda-feira, por volta das 12h40, Enzo invadiu o laboratório em que o ex-namorado estava, o puxou, jogou um spray nele e, na sequência, começou a esfaqueá-lo. O rapaz foi atingido por, ao menos, cinco facadas.
No momento da agressão, uma outra pesquisadora que estava no mesmo laboratório gritou por ajuda, e outro servidor interveio, conseguindo conter o agressor até a chegada da Polícia Militar do DF (PMDF). Os militares realizaram a prisão do homem e o conduziram para 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte). O caso é investigado como tentativa de homicídio. Durante a ação, foram apreendidas duas facas em posse de Enzo. Uma delas estava escondida na mochila que o autor carregava.
A vítima recebeu atendimento médico e foi encaminhada para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) em estado grave, onde permanece internada. A reportagem apurou que o quadro do pesquisador é estável.
Em depoimento, Enzo afirmou que ele era perseguido e difamado pela vítima Esclareceu, ainda, que estava na Embrapa, pois trabalha como estagiário no local. O homem afirmou que teve uma discussão com o ex-companheiro por mensagens e que, quando chegou ao local, tornaram a discutir no interior do laboratório.
Segundo o autor, a vítima teria começado a agredi-lo e indicado que pegaria um objeto para feri-lo, ao que ele teria se adiantado, pegado uma faca que estava no local e desferido os golpes no ex.
Questionado sobre a outra faca que fora encontrada em sua mochila, respondeu que havia uma outra arma branca consigo, mas em seguida entrou em contradição a respeito de quantas facas portava e qual utilizou na ação criminosa e, então, decidiu exercer o direito ao silêncio.
Enzo teve a prisão convertida em preventiva e foi indiciado pelo crime. A PCDF apreendeu o aparelho celular dele e representou pela quebra do seu sigilo telefônico, a fim de que sejam obtidos outros elementos informativos para elucidação dos fatos.
Crachá recolhido
Por meio de nota, a Embrapa confirmou o incidente violento ocorrido nas dependências da unidade e esclareceu que o ex-bolsista responsável pela agressão foi desligado da instituição em julho, ocasião em que foi recolhido seu crachá.
“Não há registro de autorização para entrada do agressor na Embrapa na data de hoje. A empresa está verificando como ele teve acesso ao local, uma vez que não estava autorizado”, disse a instituição. “A gestão da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia lamenta profundamente o ocorrido e informa que está colaborando integralmente com as autoridades competentes para o esclarecimento total do crime”, completou.
Bom dia! Minha colega de academia sorriu pra mim e eu olhei ao meu redor achando que ela podia estar cumprimentando alguma amiga. Não! Era pra mim o bom-dia. Eu estava sentada no banquinho do lado de fora da academia e ela se sentou ao meu lado.
Tentei explicar a minha quase falta de educação, a demora de segundos para responder ao inesperado cumprimento presencial, ao que ela me tranquilizou:
– Não se preocupe! Aqui em Brasília ninguém cumprimenta ninguém, como diz uma amiga, o povo aqui é tão seco quanto o clima. Na hora, tratei de anotar mentalmente a analogia perfeita para uma crônica.
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Depois de muitos anos sem sair de Brasília, tenho ido às cidades de onde vim, Manaus e Belém e ao Rio de Janeiro, por motivos afetivos e profissionais. Cada vez que vou, cada vez que volto, é um espanto sucessivo. As pessoas dão bom-dia e sorriem em qualquer lugar onde se esteja. No elevador, na padaria, na calçada, no parque, na porta de entrada dos prédios, o bom-dia é tão natural quanto o beijo das formigas que se cruzam entrando ou saindo do formigueiro.
Os candangos do tempo da construção de Brasília se lembram, nostálgicos, da atmosfera de cordialidade que havia na cidade empoeirada. É clássica a lembrança do tal espírito Brasília, que Juscelino aproveitou muito bem para manter o entusiasmo dos operários nos canteiros de obras mesmo enfrentando 16 horas diárias de trabalho, comendo mal e morando pior ainda.
Não é difícil entender, há uma extensa bibliografia de estudos sobre o espírito e a cosmogonia Brasília. Sim, o que aconteceu neste quadrado goiano entre os anos 1950/1960, foi aquilo que um abade francês que esteve aqui à época chamou de “loucura santa”.
O Brasil dos anos dourados, da bossa nova, da vitória na Copa de 58, do presidente simpático, dançarino, seresteiro e sorridente, da arquitetura moderna surpreendendo o mundo, era um Brasil cheio de si, como raras vezes aconteceu na história brasileira. Os brasileiros estavam contaminados de alegria e fé no futuro – finalmente o gigante estava acordando.
E, com o dinheiro farto das emissões de moeda – que redundariam lá na frente na inflação, mas essa é uma outra história –, com o dinheiro caindo em cachoeira nas mãos dos empreiteiros, a excitação moveu os candangos, os pioneiros e os piotários, como no título irônico de um livro que apontava a esperteza dos que enriqueceram com a fartança do dinheiro público.
Rico, pobre ou remediado, o candango dos primeiros anos de Brasília era um sujeito que dava bom-dia e dava carona. Uma cidade nascente, com menos de 100 mil habitantes nos primeiríssimos anos, era mesmo uma ilha da fantasia. Mas Juscelino foi embora, Jânio não gostava nada daqui e logo depois a ditadura encontrou em Brasília o lugar perfeito para se impor, isolado do resto do país, sem povo na rua, sem muros, com imensa extensão de terra vazia, sem lugar pra se esconder. Era como se a cidade tivesse sido feita com instintos totalitários.
Acabou a ditadura, o país voltou a respirar com alegria e liberdade, mesmo nos muitos perrengues pelos quais passou, e Brasília virou outra coisa muito diferente daqueles anos inaugurais, ficou, de muitos modos, uma cidade distópica, portanto, o avesso do espírito que a criou.
O substantivo bom-dia nunca mais voltou a Brasília, especialmente nos locais onde a renda é maior. Há no brasiliense uma certa tensão urbana que nada tem a ver com insegurança pública. Comparando-se com as grandes metrópoles brasileiras, Brasília tem a segunda menor taxa de criminalidade (Atlas da Violência 2024).
Brasília (considerando Brasília todas as cidades do quadrado) é a cidade mais desigual do Brasil. E uma desigualdade perversamente segregada. Aqui, rico e pobre não se misturam, muito menos branco e preto. A renda média per capita do Lago Sul é mais de 20 vezes maior do que das cidades-satélites mais pobres.
O Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belém, por exemplo, também são cidades desiguais economicamente mas nessas cidades as pessoas sorriem e dão bom-dia quase que automaticamente. Faz parte da genética urbana de seus habitantes entrelaçar bons-dias pra ver se o corre fica menos difícil.
Tenho algumas hipóteses para essa fuga do bom-dia: Brasília é uma cidade intimidadora. O desenho diferente de tudo o que conhecemos como cidade, a escala monumental, as vias expressas cortando a cidade, as satélites afastadas umas das outras, a perversa segregação social, o derretimento da utopia, tudo isso deixou o bom-dia sem jeito e ele foi embora.
Quando será que o bom-dia vai voltar? Vai voltar?
* Este texto representa as opiniões e ideias do autor.
Henrique Fogaça não é apenas referência na gastronomia: ele também mostra que é possível unir criatividade à gestão estratégica de negócios. Ao pausar a expansão do gastropub Cão Véio, o chef optou por fortalecer a operação interna, organizar processos e garantir a padronização de atendimento, mostrando que o sucesso de uma franquia depende tanto da cozinha quanto da administração eficiente.
Em entrevista à Exame, o empresário detalhou que “não é possível crescer sem antes organizar uma casa”. A pausa estratégica permitiu ajustar padrões de atendimento, aprimorar a escolha de pontos para novas unidades e dar segurança aos franqueados. O chef ressaltou que “cada detalhe da operação influencia diretamente na experiência do cliente e na sustentabilidade da marca”.
A decisão de reforçar a gestão se refletiu nos resultados. Em 2024, a rede alcançou um faturamento de R$ 15 milhões, e o investimento mínimo para se tornar franqueado é de R$ 600 mil. Hoje, cada unidade conta com treinamentos, processos padrão e acompanhamento constante, garantindo a qualidade e a consistência que clientes e parceiros esperam.
“Quando você organiza a casa antes de crescer, o crescimento acontece de forma estruturada, com metas realistas e com qualidade a longo prazo”, afirma Fogaça.
O empresário se apresentará no Metrópoles Talks do dia 28 de outubro, às 20h. O evento acontece no Teatro Bravos, em Pinheiros (SP) e já está com os ingressos disponíveis.
Metrópoles Talks
O Metrópoles Talks é o braço de palestras do maior portal de notícias do Brasil. Um espaço no qual mentes brilhantes compartilham ideias, experiências e visões que inspiram e provocam reflexões.
Grandes nomes já estiveram presentes no projeto de palestras do Metrópoles. Em São Paulo, a médica Ana Claudia Quintana Arantes convidou o público a refletir sobre a jornada da vida sob um ângulo surpreendente. Antes dela, a capital paulista reuniu Ingrid Guimarães e Glenda Kozlowski em um bate-papo bem-humorado e informativo sobre a chegada da menopausa.
O último nome que se apresentou no ciclo de conversas em Brasília foi a escritora best-seller Carla Madeira. Em março, a campeã mundial, finalista olímpica e empresária Hortência compartilhou insights importantes sobre comprometimento, preparação, concentração e foco.
Em dezembro de 2024, a fisioterapeuta, sexóloga, especialista em sexualidade feminina e youtuber Cátia Damasceno compartilhou os bastidores de décadas de atendimentos no consultório e trouxe histórias com as quais muitas pessoas se identificam.
Em outubro, o advogado Samer Agi contou os segredos para criar um discurso que conecta a audiência ao orador. Em agosto, o psicólogo Rossandro Klinjey e a jornalista Daniela Migliari abordaram autoconhecimento e gestão das emoções. Em junho, foi a vez de o navegador Amyr Klink promover uma conversa cheia de reflexões sobre a busca pela felicidade em meio às tempestades da vida.
Henrique Fogaça – Lições de uma vida sem receita pronta
Data e horário: 28 de outubro, às 20h
Duração: 1h30
Classificação: 14 anos
Local: Teatro Bravos, na rua Coropé, 88 – Pinheiros
Ingressos: Sympla
A busca por equilíbrio em meio ao turbilhão da vida moderna é o ponto de partida do encontro que a Monja Coen vai conduzir no Metrópoles Talks, em Brasília.
Conhecida por traduzir ensinamentos budistas para o cotidiano de forma acessível e humana, a líder espiritual promete uma conversa profunda, mas também prática, voltada para quem deseja encontrar calma mesmo em tempos de caos.
Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, ela refletiu sobre o significado de participar do evento e sobre o tema de sua palestra, “Entre o caos e a calma: como cultivar o equilíbrio”. Para a religiosa, essa é uma oportunidade de compartilhar aprendizados que ajudam a transformar dores em sabedoria: “Poder comunicar ensinamentos que podem transformar sofrimentos em conhecimentos”, afirma.
A inspiração para o tema veio de uma lembrança antiga, de quando ela ainda era estudante.
“Caos não tem plural – frase que aprendi quando fazia cursinho vestibular há sessenta anos. Nunca esqueci. Estamos no caos e mesmo assim podemos nos reequilibrar a cada momento”, pontua.
O Metrópoles Talks reúne nomes que inspiram por meio de suas trajetórias e reflexões, em um espaço de troca e aprendizado. Monja Coen será uma das vozes centrais das próximas edições, levando ao público um olhar sereno e transformador sobre a vida contemporânea.
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Metrópoles Talks
O Metrópoles Talks é o braço de palestras do maior portal de notícias do Brasil. Um espaço no qual mentes brilhantes compartilham ideias, experiências e visões que inspiram e provocam reflexões.
Grandes nomes já estiveram presentes no projeto de palestras do Metrópoles. Em São Paulo, a médica Ana Claudia Quintana Arantes convidou o público a refletir sobre a jornada da vida sob um ângulo surpreendente. Antes dela, a capital paulista reuniu Ingrid Guimarães e Glenda Kozlowski em um bate-papo bem-humorado e informativo sobre a chegada da menopausa.
O último nome que se apresentou no ciclo de conversas em Brasília foi a escritora best-seller Carla Madeira. Em março, a campeã mundial, finalista olímpica e empresária Hortência compartilhou insights importantes sobre comprometimento, preparação, concentração e foco.
Em dezembro de 2024, a fisioterapeuta, sexóloga, especialista em sexualidade feminina e youtuber Cátia Damasceno compartilhou os bastidores de décadas de atendimentos no consultório e trouxe histórias com as quais muitas pessoas se identificam.
Em outubro, o advogado Samer Agi contou os segredos para criar um discurso que conecta a audiência ao orador. Em agosto, o psicólogo Rossandro Klinjey e a jornalista Daniela Migliari abordaram autoconhecimento e gestão das emoções. Em junho, foi a vez de o navegador Amyr Klink promover uma conversa cheia de reflexões sobre a busca pela felicidade em meio às tempestades da vida.
Entre o caos e a calma: como cultivar o equilíbrio – palestra com Monja Coen
Data e horário: 31 de outubro, às 20h
Local: Auditório da LBV, em Brasília
Ingressos: Bilheteria Digital
Classificação: Livre. Menores de 14 anos, somente poderão entrar acompanhados dos pais ou responsáveis.
Sérgio Hinds é um nome que ressoa com força na história do rock brasileiro, sendo o fundador e membro mais antigo da emblemática banda O Terço, que está em atividade há mais de cinquenta anos.
Reconhecido pelo ouvido musical e dedos ágeis, Hinds é uma referência em guitarra elétrica no país, tendo sido inclusive incluído pela revista Rolling Stones Brasil na lista dos 70 Mestres Brasileiros da Guitarra e do Violão.
O Terço consolidou-se como um dos principais grupos do rock progressivo no Brasil desde os anos 1970, destacando-se por incorporar folk, rock psicodélico e rock experimental na sonoridade.
Com uma abordagem musical intuitiva, característica de muitos músicos de rock da época, Hinds e O Terço construíram uma discografia rica, marcando gerações com a mistura de influências internacionais e música brasileira.
A fase áurea do grupo, que chegou a gravar onze álbuns de estúdio e cinco ao vivo ao longo da trajetória, foi consolidada em 1975 com a formação clássica que incluía Flávio Venturini nos teclados e viola. Dessa época, nasceram álbuns cruciais como “Criaturas da Noite” (1975) e “Casa Encantada” (1976).
O legado setentista d’O Terço é inegável, emplacando sucessos que atravessaram décadas, como o hino “Hey Amigo”, composta por César de Mercês, considerada a canção mais tocada da banda. Outras faixas essenciais, como “Criaturas da Noite”, “Pássaro” e “Queimada”, também permanecem vivas no repertório de Hinds, reforçando o status como ícone do rock progressivo e rock rural.
Além do trabalho com O Terço, Sérgio Hinds desenvolveu uma carreira solo notável e colaborou em shows e gravações com grandes nomes da Música Popular Brasileira, como Jorge Ben Jor, Ivan Lins, Walter Franco e Marcos Valle.
Essa fluidez em transitar entre o peso instrumental do rock e o lirismo da MPB o torna o elo perfeito para a turnê atual.
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No Festival Estilo Brasil, Sérgio Hinds se junta a Lô Borges e Beto Guedes para a turnê “Esquinas & Canções”.
O projeto propõe justamente esse diálogo fascinante entre os caminhos, unindo as harmonias mineiras do Clube da Esquina e a inconfundível energia do rock progressivo dos anos 70 que Hinds representa com maestria.
O público pode esperar um passeio por clássicos de O Terço e do Clube da Esquina, reforçando a vocação do festival em promover encontros raros e carregados de significado artístico.
A apresentação será em 25 de outubro, no Ulysses Centro de Convenções, em Brasília (DF). O Festival Estilo Brasil tem o oferecimento do Banco do Brasil Estilo, patrocínio dos cartões BB Visa, Banco do Brasil e Governo Federal. A realização é do Metrópoles, com produção da Oh! Artes.
Programação:
Fagner
24 de outubro
Lô Borges, Beto Guedes e Sérgio Hinds
Turnê: Esquinas & Canções
25 de outubro
Martinho da Vila
31 de outubro
Tim Bernardes
8 de novembro
Paralamas do Sucesso & Dado Villa Lobos
Turnê: Celebrando 40 anos de Clássicos
21 de novembro
Caetano Veloso
11 de dezembro
Festival Estilo Brasil
Local: Ulysses Centro de Convenções
Ingressos: Bilheteria Digital
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul), já identificou o motorista do Porsche Panamera 4S E-Hybrid, avaliado em mais de R$ 500 mil, envolvido em um grave acidente no último domingo (5/10). O condutor será intimado a comparecer à unidade policial para prestar esclarecimentos sobre o caso.
O acidente ocorreu por volta das 14h, na QI 9 do Lago Sul, nas proximidades do viaduto sentido Ponte Honestino Guimarães. O veículo de luxo ficou completamente destruído após a colisão. Segundo testemunhas, um homem e uma mulher estavam a bordo do carro no momento do impacto. Vídeos gravados por pessoas que passavam pela região mostram o casal deixando o Porsche e caminhando pela área verde.
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Nas imagens, o motorista aparece sem camisa e descalço, visivelmente agitado, retornando ao interior do automóvel para procurar seu celular, que havia caído no assoalho. A passageira tenta apressá-lo, demonstrando intenção de deixar o local antes da chegada das autoridades.
Veja as imagens:
Alta velocidade
Ainda de acordo com os relatos, nenhuma viatura da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros havia chegado quando as cenas foram registradas. Um dos moradores que filmava a situação questionou o condutor sobre possíveis ferimentos, mas ele negou. Apesar de ser orientado a aguardar a chegada da polícia, o homem ignorou os pedidos e, após recuperar o telefone, deixou o local acompanhado da passageira.
Uma testemunha que presenciou o acidente afirmou que o Porsche trafegava a aproximadamente 200 km/h antes de perder o controle e colidir violentamente.
O veículo, com 560 cavalos de potência, está registrado em nome de uma holding. Os investigadores apuram não apenas as circunstâncias do acidente, mas também a conduta do casal ao abandonar a cena, o que pode indicar tentativa de evitar medidas legais cabíveis em casos de trânsito, como checagem de ingestão de álcool ou excesso de velocidade.
As diligências continuam, e a Polícia Civil trabalha para esclarecer todos os detalhes do episódio.
A Dinamarca anunciou na terça-feira (07/10) um projeto de lei que visa proibir o uso das redes sociais para menores de 15 anos.
“Os celulares e as redes sociais estão roubando a infância de nossos filhos”, disse a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, ao anunciar a iniciativa em um discurso ao Parlamento.
“Libertamos um monstro […] nunca antes tantas crianças e jovens sofreram de ansiedade e depressão.” A primeira-ministra ressaltou ainda que muitas crianças também têm dificuldade de leitura e concentração, acrescentando que “nas telas, elas veem coisas que nenhuma criança ou jovem deveria ver”.
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Frederiksen argumentou que 60% dos meninos dinamarqueses de 11 a 19 anos preferem ficar em casa a passar tempo com os amigos, enquanto 94% das crianças no sétimo ano de escola tinham um perfil nas redes sociais antes dos 13 anos.
O projeto de lei, cujo cronograma permanece indefinido, também deve dar aos pais a opção de autorizar seus filhos a usarem as redes sociais a partir dos 13 anos. A primeira-ministra, contudo, não especificou quais redes seriam atingidas pela proibição ou como ela funcionaria na prática
A ministra da Digitalização da Dinamarca, Caroline Stage, disse que a medida anunciada pelo governo foi inovadora. “Já disse isso antes e repito: fomos muito ingênuos. Deixamos a vida digital das crianças para plataformas que nunca tiveram o bem-estar delas em mente. Precisamos sair do cativeiro digital para a comunidade.”
O governo dinamarquês espera que a proibição entre em vigor já no próximo ano.
Em fevereiro, a Dinamarca anunciou que os telefones celulares seriam proibidos em todas as escolas e atividades escolares extracurriculares.
A decisão foi tomada por recomendação de uma comissão governamental de bem-estar, criada para investigar a crescente insatisfação entre crianças e jovens. A comissão recomendou que crianças menores de 13 anos não deveriam ter seu próprio smartphone ou tablet.
Tendência global?
Os resultados de pesquisas sobre o impacto das redes sociais em crianças e jovens estão forçando governos em todo o mundo a reconsiderar o acesso às redes sociais.
A Austrália vem liderando os esforços globais para prevenir os danos causados pela internet aos jovens. No final de 2024, o Parlamento australiano adotou a proibição de redes sociais para menores de 16 anos, embora ainda não haja quase nenhum detalhe sobre como a medida será aplicada.
A proibição australiana atinge plataformas como Facebook, Snapchat, TikTok e YouTube.
Na Noruega, o primeiro-ministro, Jonas Gahr Støre, também afirmou que imporia um limite mínimo de idade de 15 anos nas redes sociais, o que significa um aumento em relação ao limite anterior de 13 anos. Støre afirmou no ano passado que seria “uma batalha árdua”, mas que os políticos devem intervir para proteger as crianças do “poder dos algoritmos”.
Em junho, a Grécia propôs estabelecer uma “maioridade digital” nos 27 países da União Europeia (UE), o que significa que as crianças não poderiam acessar as redes sociais sem o consentimento dos pais.
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Menos de um ano depois de ter enviado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) um relatório enumerando suspeitas de irregularidades em reajustes feitos em contratos firmados pela gestão anterior para obras em estradas rurais, a Secretaria Estadual da Agricultura mudou de posicionamento e passou a defender a lisura dos aditivos.
Em ofício enviado ao Procurador-Geral de Justiça em junho de 2024, ao qual o Metrópoles teve acesso, o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai (foto em destaque), afirma que uma apuração interna da pasta atestou que não houve descumprimento de normas legais na medida, determinando o arquivamento da investigação do caso no âmbito da secretaria.
Em julho de 2023, no entanto, um relatório enviado ao MPSP pelo então secretário Antônio Junqueira, antecessor de Piai, apontava que R$ 49,2 milhões foram pagos em apenas quatro dias de dezembro de 2022, nos últimos dias da gestão do ex-governador Rodrigo Garcia, na revisão de 368 obras do programa “Rotas Rurais – Melhor Caminho”. O comunicado deu origem a um inquérito civil.
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Além disso, o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) alegava que cerca de 30% das obras que tiveram valores revisados em dezembro de 2022 estavam inacabadas em 2023 e que o reequilíbrio dos contratos contrariou pareceres emitidos pela consultoria jurídica da própria secretaria e pela Subprocuradoria-Geral do Estado.
Os aditivos teriam comprometido 25% do orçamento do programa previsto para o ano seguinte, segundo a própria pasta à época.
O relatório contra a gestão anterior para apurar irregularidades gerou insatisfação em grupos políticos ligados ao MDB, partido que comandava a Secretaria da Agricultura na gestão Garcia. Em meio à ingerência sobre a pasta, Junqueira pediu demissão do cargo ainda no primeiro ano de mandato de Tarcísio.
Em 28 de agosto de 2023, Tarcísio decidiu demitir o secretário-executivo da Agricultura, Marcos Renato Böttcher, servidor egresso do Tribunal de Contas do Estado (TCESP) e um dos responsáveis pela descoberta do suposto esquema de fraude em contratos de obras em estradas rurais.
O atual secretário, Guilherme Piai, entrou na secretaria justamente no lugar de Bötcher, como secretário-executivo. Em outubro de 2023, assumiu a titularidade da pasta no lugar de Junqueira. Piai é considerado da “cota pessoal” de Tarcísio e foi um dos coordenadores de sua campanha nas eleições de 2022.
Investigação e bens bloqueados
Um dos servidores investigados pelo Ministério Público no caso é Ricardo Lorenzini, atual subsecretário de Gestão Corporativa da Secretaria da Agricultura. Servidor de carreira da pasta, Lorenzini era chefe de gabinete à época da assinatura dos aditamentos dos contratos suspeitos e responsável por liberar os pagamentos dos reajustes.
Após ter sido afastado de funções de chefia, em outubro de 2023, ele foi conduzido ao cargo de Coordenador de Administração e, neste ano, promovido a subsecretário.
O Metrópoles mostrou nesta semana que, no final de agosto, o Tribunal de Justiça paulista (TJSP) bloqueou os bens de Lorenzini, no âmbito da ação que investiga um dos contratos envolvidos na denúncia feita pelo próprio governo paulista em 2023.
A ação do MPSP contra o servidor é relacionada ao reequilíbrio econômico-financeiro de um contrato no valor inicial de R$ 3,1 milhões, para recuperação de estradas rurais da cidade de Nova Independência, no interior paulista. Com o reajuste, houve aumento de R$ 200 mil, em um pagamento que a Promotoria do Patrimônio considerou indevido.
O MPSP pede que os valores supostamente pagos de forma indevida sejam ressarcidos pelo servidor e também pela construtora detentora do contrato da obra. Além da reparação, solicita também a aplicação de uma multa prevista na Lei Anticorrupção. A soma do valor pedido de ressarcimento e da multa é estimado em R$ 532 mil.
O valor exigido da parte de Lorenzini é de R$ 266,1 mil, uma vez que, segundo a legislação, a multa se aplica apenas a pessoas jurídicas.
Os promotores consideraram que o aditivo foi concedido sem demonstração adequada de desequilíbrio contratual. Entre os fatores apontados, está a concessão do aumento com base em justificativa de eventos externos que aconteceram antes da assinatura do contrato, como a pandemia de Covid-19 e a modificação da política de preços de combustíveis.
Além disso, o MPSP afirma que houve ausência de análise individualizada dos pedidos das empresas, com 150 contratos obtendo reajuste em bloco, no final de 2022.
No caso do contrato específico, o MPSP quer que Lorenzini seja responsabilizado por “sua condição de ordenador da despesa e subscritor do termo aditivo, aliada à ausência de análise técnica adequada dos pressupostos para o reequilíbrio”. Segundo o órgão, isso “configura violação ao dever de cuidado inerente ao cargo público, ensejando responsabilidade pelos danos causados ao erário”.
Após ter um pedido inicial de bloqueio de bens negado em primeira instância pela 15ª Vara da Fazenda Pública da Capital, o MPSP entrou com um agravo de instrumento para rever a decisão, alegando que a medida seria fundamental para assegurar a devida reposição dos valores ao erário, caso haja condenação. A construtora responsável pela obra também teve bens bloqueados.
A defesa de Ricardo Lorenzini, apresentada pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), alega que a decisão do bloqueio de bens foi “além do pedido”, uma vez que o MPSP teria solicitado a medida exclusivamente contra a empresa corréu. Sustenta ainda que a ação é frágil e baseada em documento apócrifo, e que apurações internas da Secretaria da Agricultura, além de arquivamentos em casos conexos pelo Ministério Público, atestariam a ausência de irregularidade nos reequilíbrios contratuais.
A PGE passou a defender Lorenzini na ação apenas no final de setembro deste ano. Antes, a defesa era feita por um advogado particular do subsecretário.
O governo paulista afirma que não há “decisão transitada em julgado contra o servidor citado, e que sua defesa já apresentou os recursos cabíveis”. A gestão também afirmou não ter constatado irregularidades no processo.
O que diz a Secretaria da Agricultura
Por meio de nota, a Secretaria da Agricultura afirmou que o relatório encaminhado ao MPSP em 2023 “apontava supostas irregularidades nos aditivos contratuais firmados”, mas que, “após análise, o Ministério Público arquivou 15 inquéritos, reconhecendo a inexistência de irregularidades”.
“A atual gestão, observando o devido processo legal e o rito previsto na legislação, também instaurou um processo administrativo formal para investigar as denúncias. A apuração também conclui pela regularidade dos atos e a completa observância aos pareceres da Procuradoria-Geral do Estado (PGE)”, afirma a pasta.
Ainda segundo a secretaria, “o programa Melhor Caminho está entre as ações mais bem avaliadas pelos produtores rurais do Estado” e conta com 34 obras atualmente, com 218 km de melhorias e R$ 33 milhões em investimentos. “Todas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado”.
Em relação à defesa do subsecretário, a pasta afirma que a atuação da PGE “possui amparo constitucional e é conduzida em estrita conformidade com o disposto na Lei Complementar nº 1.270/2015, com as alterações introduzidas pela Lei Complementar nº 1.400/2024”.
Uma das maiores redes de supermercados do Distrito Federal, o Dona, voltou a ser flagrada cometendo furto de energia elétrica. A irregularidade foi identificada por técnicos da Neoenergia Brasília durante uma inspeção de rotina em uma unidade localizada na quadra 506 da Asa Norte.
Segundo a distribuidora, a fraude foi detectada no medidor de energia e resultou na recuperação de 564.247 kWh, volume suficiente para abastecer mais de 4 mil residências por um mês. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 606 mil.
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Após a constatação, todas as irregularidades foram removidas, o fornecimento de energia foi normalizado e os equipamentos envolvidos encaminhados à perícia policial. A Neoenergia instaurou ainda um processo administrativo para a cobrança da energia não faturada.
Reincidência
De acordo com a companhia, não é a primeira vez que a rede é alvo de fiscalização. Em janeiro de 2024, a mesma unidade da Asa Norte já havia sido autuada após indícios de manipulação externa em um medidor defeituoso. Desde que assumiu a concessão no DF, em 2021, a empresa já notificou a rede 38 vezes por irregularidades.
Desse total, 16 lojas foram autuadas por falhas na medição ou fraudes comprovadas. A quantidade de energia recuperada até o momento soma 1.880.000 kWh, o que equivale ao consumo mensal de 13.446 residências, gerando um prejuízo estimado em R$ 1,7 milhão.
Furtos de energia — conhecidos como “gatos” — são crime previsto no Artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena de até oito anos de prisão. Além da responsabilização criminal, a prática pode provocar acidentes graves, incêndios e interrupções no fornecimento.
O outro lado
A coluna não conseguiu contato com a assessoria de comunicação da rede Dona de supermercados. O espaço permanece aberto para manifestações.
A ex-dançarina do Faustão Pablinny Faleiro Pedersoli filmou o momento em que foi vítima de agressão da própria genitora – como a bailarina prefere se referir à mulher.
Nas imagens, a artista grava quando a idosa, supostamente em surto, pega uma faca de cozinha e arremessa contra o rosto de Pablinny. O nome da mulher não será divulgado porque o caso está em segredo de Justiça. A ocorrência é de 1º de outubro, em Lambari (MG).
Assista:
Segundo a dançarina, nas últimas semanas, a genitora começou a tentar incriminá-la, o que a levou a filmar a cena quando a mãe tenta se perfurar com a faca, supostamente para dizer que foi agredida.
Na discussão, a mulher pega a faca e arremessa contra a filha, que teve o rosto cortado. Ela precisou levar três pontos no ferimento. “Por conta da facada e eu estou com um coágulo de sangue dentro da boca”.
Pablinny explicou que a relação das duas é conturbada. A mãe seria usuária de crack e viciada em álcool. A própria genitora admitiu à polícia que é usuária de álcool e de entorpecentes e que consumiu bebida alcoólica na noite do crime.
A bailarina começou a morar com a mãe em maio deste ano após se divorciar em fevereiro. A separação também envolveu a Lei Maria da Penha e Pablinny tem duas medidas protetivas contra o ex-marido.
“Durante esse tempo que eu comecei a entender a violência doméstica que eu sofria no meu casamento e percebi que era uma coisa que já vinha desde a minha infância, porque eu fiz terapia hoje, isso foi uma coisa muito pesada”, contou a dançarina.
Sem dinheiro e em situação de vulnerabilidade, Pablinny conta que chegou a dormir em uma rodoviária em Jundiaí (SP) antes de voltar a morar com a genitora.
Após a prisão e flagrante, a agressora foi liberada sem precisar pagar fiança. Depois dos ataques, Pablinny alega que não tem para onde ir e que precisa de ajuda para conseguir alguma proteção jurídica, já que divide a casa com uma pessoa que arremessou uma faca contra o rosto dela.
Em depoimento, a genitora argumenta que arremessou a faca sem intenção de acertar a filha por conta do descontrole emocional que tem. Ela também acusa a bailarina de tentar tomar posse da sua residência.
O caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.
Das 1.024 praias brasileiras analisadas em um estudo publicado na revista Environmental Research em setembro, 69,3% estavam poluídas por microplásticos. Com menos de cinco milímetros – algo como um grão de arroz –, esses fragmentos podem afetar a biodiversidade, a segurança alimentar, a saúde humana e até as atividades econômicas do ambiente marinho e costeiro.
A pesquisa faz parte do projeto MicroMar, liderado pelo Instituto Federal Goiano (IF Goiano). Segundo o artigo, o estudo é o mais extenso levantamento padronizado conduzido não só no Brasil, mas em todo o Sul Global.
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“O MicroMar representa um marco porque, pela primeira vez, conseguimos ter uma visão abrangente e sistemática da contaminação por microplásticos ao longo das praias brasileiras. Isso gera um banco de dados inédito, que pode ser usado de maneiras muito concretas”, avaliou Guilherme Malafaia, professor do Departamento de Ciências Biológicas do IF Goiano e coordenador da pesquisa.
O estudo também mostrou que a concentração de microplásticos é apenas parte do problema. “A principal mensagem do projeto não é só identificar onde há plástico, mas também onde estão os mais perigosos e quais áreas concentram os maiores riscos”, explicou Thiarlen Marinho da Luz, doutorando em Biotecnologia e Biodiversidade pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e primeiro autor do artigo.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) disse acompanhar as pesquisas sobre o tema. Em nota enviada à DW, destacou a importância da Estratégia Nacional Oceano sem Plástico (ENOP), publicada no dia 1º de outubro. “É uma iniciativa inédita do governo federal que orienta e coordena ações estratégicas, sinérgicas e multissetoriais para a prevenção, redução e eliminação da poluição por plástico no oceano até 2030”, informou o MMA.
Presença e risco
Para detectar os microplásticos e seus riscos, os pesquisadores seguiram algumas etapas. Primeiro, selecionaram 1.024 praias em 211 municípios de todos os 17 estados costeiros do Brasil, cobrindo aproximadamente 7,5 mil quilômetros de litoral. Depois, coletaram 4.134 amostras de areia entre 2022 e 2023, levando-as para o mesmo laboratório.
A partir daí, os pesquisadores analisaram a quantidade de microplásticos por quilograma de areia em cada praia, encontrando a poluição em 69,3% delas. Os estados com os valores médios mais elevados foram Paraná, Sergipe, São Paulo e Pernambuco.
Das 30 praias com maior concentração de microplásticos, oito estavam em Pontal do Paraná (PR) – entre elas Barrancos, que ficou no topo do ranking, com 3.483,4 itens por quilograma de areia. Questionada pela DW, a prefeitura informou que não conhecia o estudo. E levantou a hipótese de que esses materiais cheguem ao município, principalmente, pelas correntes marítimas.
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