A Prefeitura de Rio Branco realizou, nesta quarta-feira (17), uma vistoria técnica no Residencial Vale do Açaí e na ocupação Jaguar. A ação teve como objetivo verificar de perto as condições enfrentadas pelos moradores, especialmente em relação à infraestrutura, trafegabilidade, saneamento e áreas consideradas de risco.
A visita foi acompanhada pelo prefeito Alysson Bestene, pelos secretários Márcio Pereira, Cid Ferreira e Tony Roque, além do diretor-presidente Enoque Pereira e do diretor-presidente Abdel Derze. Durante a agenda, a equipe técnica da prefeitura ouviu demandas da comunidade e avaliou possíveis intervenções para minimizar os problemas existentes nas duas localidades.

No Residencial Vale do Açaí, moradores relataram dificuldades antigas, como ruas sem condições adequadas de acesso, esgoto a céu aberto e problemas de mobilidade. Segundo a líder comunitária Dje Cavalcante, a situação afeta diretamente famílias que vivem no local há vários anos.
“É uma situação bastante antiga. Temos problemas de infraestrutura, esgoto a céu aberto e muitas dificuldades, principalmente porque em várias ruas moram cadeirantes. Se para quem anda já é difícil, imagina para essas pessoas quando precisam sair em busca de atendimento médico”, afirmou.

Ainda conforme a liderança comunitária, a falta de trafegabilidade prejudica até mesmo o atendimento de urgência. Ela relatou que, em alguns momentos, ambulâncias do Samu enfrentam dificuldade para entrar no bairro por causa das condições das ruas.
Durante a vistoria, o prefeito reconheceu que a reivindicação dos moradores é justa e afirmou que a gestão municipal pretende atuar dentro das possibilidades legais e técnicas. Segundo ele, o Vale do Açaí apresenta situações distintas, incluindo ruas judicializadas e áreas ligadas a antigos programas habitacionais.

“Fizemos questão de vir ao local. Temos aqui uma situação no Vale do Açaí, que é um loteamento já regularizado, mas com algumas ruas judicializadas, envolvendo programas antigos do governo, como o Ruas do Povo. Mesmo assim, entendemos que o poder público precisa estender a mão e dar melhores condições e dignidade às famílias”, declarou o prefeito.
Bestene informou que a prefeitura deve iniciar ações de limpeza e acompanhamento técnico no local, com atuação das secretarias municipais, da área de infraestrutura, de cuidados com a cidade e da Emurb.
A comitiva também vistoriou a ocupação Jaguar, onde vivem famílias em áreas consideradas vulneráveis. De acordo com o prefeito, a gestão municipal pretende realizar o cadastro dessas famílias por meio da assistência social, incluindo levantamento para inserção no Cadastro Único.

“Aqui na ocupação Jaguar existem famílias que também precisam ser olhadas pelo poder público. Vamos fazer o cadastro pela assistência social, incluir essas famílias no Cadastro Único e pensar, no futuro, em programas habitacionais que possam garantir moradia digna”, explicou.
O prefeito destacou ainda que a prefeitura vem trabalhando em parceria com o governo federal em programas habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida, além de iniciativas municipais voltadas à dignidade das famílias. A intenção, segundo ele, é identificar moradores em áreas de risco, áreas alagadiças e de preservação permanente, para planejar futuras remoções de forma adequada.

O secretário Cid Ferreira também comentou a situação e afirmou que parte dos problemas enfrentados atualmente é resultado de ações antigas sem o planejamento necessário. Ele citou o programa Ruas do Povo como exemplo de intervenção que, segundo ele, deixou pendências estruturais em diferentes pontos da capital.
“São situações que a gestão vem enfrentando desde o início da administração. Muitas estão relacionadas ao programa Ruas do Povo, que não teve o planejamento adequado e hoje traz uma série de dificuldades. Vamos fazer o que for possível para minimizar os problemas e, por meio dos programas sociais, buscar alternativas para que essas famílias possam viver em locais mais dignos e salubres”, pontuou o secretário.

A Prefeitura de Rio Branco informou que, a partir da vistoria, as equipes técnicas devem acompanhar a situação das famílias e definir as medidas possíveis para melhorar as condições de acesso, limpeza e infraestrutura nas comunidades visitadas.



