A vereadora Lays Mayra (PSD) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Sena Madureira, na noite desta terça-feira (11), para fazer uma denúncia e pedir a atenção do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) para o que classificou como supostas práticas de opressão política e favorecimento dentro da administração municipal.
Segundo a parlamentar, o prefeito Gerlen Diniz estaria realizando visitas a obras públicas acompanhado de pessoas que são apontadas como seus pré-candidatos, além de promover reuniões com servidores efetivos, contratados por processo seletivo e prestadores de serviços.
Lays afirmou que trabalhadores estariam sendo submetidos a uma suposta pressão para participar de reuniões e manifestar apoio político a determinados candidatos. Para a vereadora, a situação precisa ser investigada pelos órgãos competentes.
Durante o discurso, ela relatou ter sido procurada por uma profissional contratada por meio de processo seletivo, que teria afirmado estar com receio de perder o emprego caso não participasse de uma reunião.
“Uma pessoa que trabalha via processo seletivo me procurou e disse que tinha que ir para uma reunião, senão poderia ser demitida. Por medo de perseguição, tinha que ir. Essa ditadura precisa acabar aqui no município”, declarou.
A vereadora disse ainda que pretende chamar a atenção para o que considera um ambiente de opressão e intimidação contra trabalhadores públicos. Ela orientou os profissionais que eventualmente se sintam pressionados ou perseguidos a procurar a Câmara Municipal para relatar os casos.
“Quero chamar a atenção para essa opressão, para essa espécie de ditadura que vem ocorrendo em Sena Madureira. Os profissionais não podem se intimidar. Se alguém estiver sofrendo pressão ou perseguição, procure a Câmara de Vereadores. Nós estamos aqui para ouvir, auxiliar e buscar os caminhos necessários para que esses casos sejam apurados”, afirmou.
Lays também pediu que o Ministério Público acompanhe a situação e investigue as denúncias apresentadas na tribuna. As acusações feitas pela vereadora são direcionadas à gestão municipal e, até o momento, não houve, nesta manifestação, comprovação independente das supostas práticas relatadas.
