O empresário Pablo Marçal declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 7,418 bilhões ao registrar sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) neste sábado (15/8). O registro foi formalizado após a obtenção de uma decisão liminar que autorizou provisoriamente sua filiação à legenda com efeito retroativo.
O montante apresentado à Justiça Eleitoral representa um crescimento de 4.276,5% em relação aos R$ 169,5 milhões informados por Marçal em 2024, quando disputou a Prefeitura de São Paulo. A variação absoluta entre as duas declarações é de R$ 7,249 bilhões.
A maior fatia do patrimônio do candidato está alocada em uma aplicação financeira de renda fixa no Banco Itaú, avaliada em R$ 6,791 bilhões — valor equivalente a 91,6% do total declarado.
Entre os bens de maior valor informados também constam um terreno urbano localizado em Santana de Parnaíba (SP), avaliado em R$ 490 milhões, e a participação de 80% na empresa Aviation Participações Ltda., declarada por R$ 80 milhões. Marçal também listou participações societárias na Marçal Holding Ltda. (R$ 19,87 milhões) e na Marçal Participações Ltda. (R$ 2,55 milhões), além de fundos de investimento no Banco Safra e no Itaú que somam dezenas de milhões de reais.
Na eleição municipal de 2024, Marçal havia declarado a mesma fatia na Aviation Participações por R$ 80 milhões, além de R$ 49,2 milhões em aplicações no Itaú e R$ 13,4 milhões no Safra. O terreno em Santana de Parnaíba constava na ocasião por R$ 4,9 milhões.
Apesar da solicitação de registro de candidatura, Marçal permanece inelegível até 2032 em decorrência de sanções impostas pela Justiça Eleitoral por irregularidades comissivas praticadas durante o pleito de 2024. Em julho de 2025, o tribunal proferiu a terceira condenação contra o empresário, determinando o afastamento de disputas eleitorais pelo prazo de oito anos a contar daquela eleição.
A liminar concedida neste sábado autorizou a filiação partidária em caráter precário e o caso ainda passará por julgamento definitivo pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
