O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta quinta-feira (13) que os partidos do Centrão não estão neutros na corrida pelo Palácio do Planalto e avaliou que a tendência é de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na mesma ocasião, Kassab descartou as chances de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que o candidato deve perder força com o avanço da campanha.
A declaração ocorreu durante um encontro com empresários em Higienópolis, na região central de São Paulo. Kassab participou do evento ao lado de Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência e integrante da mesma chapa, na qual Kassab concorre como vice.
Ao comentar a situação de Flávio Bolsonaro, Kassab afirmou que o senador ainda estaria politicamente protegido, mas que esse cenário pode mudar quando a campanha começar oficialmente.
“Na hora em que o jogo começar, em que o PT mostrar quem é o Flávio, as pessoas no entorno dele, ele vai desabar”, disse.
Questionado sobre as chances de Flávio chegar à Presidência, Kassab foi direto: “Não tem a menor chance”.
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Mais tempo na propaganda eleitoral
Kassab também avaliou que a desistência de partidos do Centrão de apresentar candidaturas próprias acabou ampliando o espaço de Caiado na propaganda eleitoral.
Segundo ele, o candidato do PSD, que inicialmente teria cerca de 50 segundos no horário eleitoral gratuito, agora poderá contar com aproximadamente 2 minutos e 20 segundos.
“Caiado tinha 50 segundos, agora tem dois minutos e quase 20 segundos. É uma eternidade, quase uma novela no horário gratuito. Podem ter certeza de que isso vai fazer a diferença”, afirmou Kassab.
O encontro reuniu mais de 200 empresários e aliados ligados aos setores de agropecuária, indústria e mineração. O evento foi organizado pelo ex-prefeito de São Paulo Andrea Matarazzo.
Durante sua participação, Caiado destacou sua experiência na vida pública, defendeu os resultados de sua gestão em Goiás e fez críticas tanto a Lula quanto a Flávio Bolsonaro. O candidato afirmou ainda que pretende adotar um discurso de pacificação durante a disputa.
“Vou governar para pacificar o Brasil”, declarou.
