15/08/2026

Sem acordo, governo decide não enviar PL que beneficia servidores à Aleac

"Nós vamos informar agora a eles que não será possível por falta de condições financeiras. Não há condições", disse Calixto

Por Everton Damasceno, ContilNetAtualizado
São mais de 20 sindicatos envolvidos, que pedem ao Governo do Estado o cumprimento de diversas pautas | Foto: ContilNet

O Governo do Estado decidiu não enviar à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta terça-feira (31), o projeto de lei de sua autoria que concede melhorias aos servidores públicos estaduais. A informação foi repassada ao ContilNet pelo secretário de Governo (Segov), Luiz Calixto.

Na semana passada, após uma manifestação de mais de 20 sindicatos — que cobravam o cumprimento de diversas pautas, incluindo a Revisão Geral Anual (RGA) de 20,39% e o aumento do auxílio-alimentação para mil reais —, uma força-tarefa do governo, comandada por Calixto, foi à Aleac apresentar o projeto.

Calixto afirmou que o impacto orçamentário da proposta é de quase R$ 200 milhões.

Calixto afirmou que o impacto orçamentário da proposta é de quase R$ 200 milhões | Foto: ContilNet

A proposta do governo é aumentar o auxílio-alimentação de R$ 420 para R$ 700; criar um auxílio-saúde para inativos e aposentados, no valor de R$ 500; e instituir um auxílio-alimentação de R$ 700 para os militares, que atualmente não têm esse benefício.

O projeto seria votado nesta terça-feira caso as categorias aceitassem a proposta do governo — o que não aconteceu, de acordo com Calixto.

“O projeto não foi enviado. Nós não vamos encaminhar se não houver, assim, um consenso”, afirmou o titular da Segov.

Os sindicatos apresentaram uma contraproposta ao governo, que prevê um auxílio-alimentação de R$ 900, além de outras demandas que não podem ser “bancadas pelo Executivo”, como pontuou o secretário.

“Nós vamos informar agora a eles que não será possível [o atendimento da contraproposta] por falta de condições financeiras. Querem R$ 800, R$ 900 de auxílio. Não há condições”, disse Calixto.

Calixto também explicou o motivo de não submeter o projeto mesmo sem consenso entre os sindicatos.

“Nós não vamos fazer o seguinte: apresentar uma proposta para um deputado qualquer apresentar uma emenda e os nossos terem que votar contra e serem constrangidos. Nós não vamos fazer isso”, salientou.

Por fim, o secretário afirmou que, se os sindicatos não chegarem a um consenso e não aceitarem a proposta do governo, o projeto não será enviado à Aleac.

“Nós vamos dizer aos sindicatos que, se porventura eles afirmarem que não acatam, a gente simplesmente não vai mandar [o projeto]”, concluiu.

Conteúdo Original / Fonte: Everton Damasceno, ContilNet

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