O cenário da aviação global entrou em estado de alerta máximo nesta terça-feira (17). O agravamento do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã provocou uma disparada nos preços do querosene de aviação, forçando as principais companhias aéreas do mundo a sinalizarem aumentos imediatos nas passagens e o possível corte de rotas menos lucrativas.
O impacto financeiro é avassalador. O presidente-executivo da Delta Air Lines, Ed Bastian, revelou que apenas no mês de março os custos extras da companhia atingiram a marca de US$ 400 milhões (aproximadamente R$ 2,08 bilhões na cotação atual). O executivo classificou a subida de preços como “dramática” e alertou para a necessidade de repasses ao consumidor.
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A American Airlines seguiu a mesma linha de preocupação. A empresa declarou que espera um rombo adicional de US$ 400 milhões em suas despesas de combustível apenas neste primeiro trimestre de 2026. Somadas, as perdas das gigantes americanas evidenciam uma crise de liquidez que atinge todo o setor de transporte de passageiros e cargas.
Além do encarecimento dos bilhetes, o setor alerta para a inviabilidade de manter determinadas rotas internacionais. Com o combustível representando a maior fatia dos custos variáveis de um voo, trechos de longa distância que não operam com capacidade máxima podem ser suspensos por tempo indeterminado.
Especialistas do mercado financeiro indicam que a volatilidade do petróleo deve continuar enquanto durar a tensão no Oriente Médio. Para o viajante, a recomendação é de cautela no planejamento de viagens internacionais, uma vez que o reajuste das tarifas e a alteração nas malhas aéreas podem ocorrer sem aviso prévio.
