MPAC entra na Justiça contra alta abusiva da gasolina em Rio Branco

Com o litro beirando os R$ 7,70, Rio Branco entra no topo do ranking de combustíveis mais caros do Brasil; MP exige dados semanais da ANP

MP do Acre entra na Justiça contra alta abusiva da gasolina em Rio Branco
Postos de Rio Branco registram preços entre R$ 7,60 e R$ 7,65, assustando consumidores nesta quinta-feira (19)/ Foto: Reprodução

A escalada nos preços dos combustíveis em Rio Branco, que colocou a capital acreana em um indesejado destaque nacional, agora está sob a mira do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). Por meio da 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor, o órgão oficiou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Procon/AC para apurar possíveis abusos contra o bolso do cidadão.

A medida foi tomada após o registro de valores alarmantes nas bombas: em diversos estabelecimentos da capital, o litro da gasolina comum já é comercializado entre R$ 7,60 e R$ 7,65. O cenário coloca Rio Branco entre as cidades com o combustível mais caro de todo o Brasil neste início de 2026.

O Ministério Público do Acre investiga se houve aumento injustificado na margem de lucro de revendedores ou distribuidoras/ Foto: MPAC

Suspeita de Reajuste Injustificado O que mais intriga as autoridades e consumidores é a forma como o aumento ocorreu. Relatos de revendedores e usuários indicam que a elevação nos preços aconteceu sem que houvesse qualquer anúncio formal de reajuste por parte das distribuidoras de petróleo.

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Diante disso, o MPAC solicitou à ANP todas as pesquisas semanais de preços realizadas entre janeiro e março deste ano. O objetivo é cruzar os dados e verificar se a alta nas bombas é compatível com os custos reais de fornecimento ou se há uma elevação artificial de preços para maximizar lucros.

Ação Conjunta Além da ANP, o Procon/AC também foi acionado para reportar todas as ações de fiscalização e monitoramento realizadas nos últimos meses. O Ministério Público quer entender se as recentes operações de campo já identificaram irregularidades documentais ou se os postos estão conseguindo justificar os valores atuais.

Caso as investigações apontem para a prática de preços abusivos ou formação de cartel, os responsáveis poderão sofrer sanções administrativas e judiciais pesadas. Enquanto isso, o consumidor acreano segue pressionado por um custo de vida cada vez mais alto, aguardando uma resposta técnica que traga equilíbrio ao mercado local.

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