Polícia prende seis homens por ataque brutal a capivara

Maiores de idade responderão por maus-tratos, associação criminosa e corrupção de menores após ataque filmado por câmeras

Polícia prende seis homens por ataque brutal a capivara
O delegado Felipe Santoro classificou a ação como um ato de extrema crueldade contra um ser vulnerável/ Foto: Reprodução

Uma ação rápida da Polícia Civil do Rio de Janeiro resultou, na manhã deste sábado (21), na prisão de seis homens e na apreensão de dois menores suspeitos de um ataque brutal contra uma capivara na Ilha do Governador, Zona Norte da capital. O crime, que causou forte indignação, ocorreu na madrugada, na orla do Quebra Coco, no Jardim Guanabara.

De acordo com a 37ª DP (Ilha do Governador), todos os envolvidos são moradores da comunidade do Guarabu. A identificação dos agressores foi possível graças ao cruzamento de denúncias de moradores e à análise das câmeras de segurança da região, que registraram o grupo perseguindo e espancando o animal com pedaços de pau de forma deliberada.

Polícia prende seis homens por ataque brutal a capivara

A capivara ferida foi encaminhada para atendimento especializado no Núcleo Veterinário de Vargem Grande/ Foto: Reprodução

“Extrema Crueldade”

O delegado Felipe Santoro, titular da 37ª DP, destacou a covardia da ação. “Trata-se de um crime brutal. Eram oito pessoas contra um animal completamente indefeso, que estava no local sem oferecer risco algum. Eles aguardaram a presença da capivara para praticar a agressão. É um ato de extrema crueldade contra um ser que se encontrava acuado e vulnerável”, afirmou a autoridade policial.

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Resgate e Penalidades

Pouco depois das 12h30, a capivara foi capturada pela Patrulha Ambiental e encaminhada ao Núcleo Veterinário de Vargem Grande, onde receberá atendimento especializado para tratar os ferimentos causados pelo espancamento.

Os seis adultos presos em flagrante responderão por:

  • Maus-tratos a animais;

  • Associação criminosa;

  • Corrupção de menores.

Já os dois adolescentes infratores foram encaminhados ao Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) e responderão por atos infracionais análogos aos crimes de maus-tratos e associação criminosa. O grupo permanece à disposição da Justiça.

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