20/08/2026

Acre registra mais de 80 vítimas de homicídio doloso em 2026

Rio Branco concentra 32 mortes entre janeiro e julho; estado teve redução de 8,99% nos registros

Por Anne Nascimento, ContilNet
Em janeiro e maio foram registradas 10 vítimas em cada mês. Junho teve 11 registros.. — Foto: Reprodução

O Acre registrou 81 vítimas de homicídio doloso entre janeiro e julho de 2026, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O número representa uma redução de 8,99% em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com o painel do sistema.

Os registros mostram que Rio Branco concentra a maior parte das vítimas, com 32 homicídios no período. O número representa quase 40% de todas as mortes violentas classificadas como homicídio doloso no estado nos sete primeiros meses do ano.

Depois da capital, os municípios com mais vítimas são Mâncio Lima, com sete, Brasiléia, com seis, e Cruzeiro do Sul, com cinco. Epitaciolândia e Sena Madureira aparecem com quatro vítimas cada, enquanto Acrelândia registrou três.

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Julho teve o menor número de vítimas

A distribuição mensal mostra uma oscilação nos registros ao longo do ano. Fevereiro teve o maior número de vítimas, com 15, seguido por abril, com 14, e março, com 13.

Em janeiro e maio foram registradas 10 vítimas em cada mês. Junho teve 11 registros.

Já julho apresentou o menor número do período, com oito vítimas.

Homens são maioria entre as vítimas

A violência letal atingiu principalmente homens. Das 81 vítimas registradas no Acre, 70 eram do sexo masculino, enquanto 11 eram mulheres.

O levantamento do Sinesp aponta ainda que o Acre apresenta uma taxa estimada de 15,64 vítimas de homicídio doloso para cada 100 mil habitantes em 2026.

Acre tem o segundo menor número da região Norte

Apesar dos 81 registros, o Acre aparece com o segundo menor número absoluto de vítimas entre os estados da Região Norte no levantamento do Sinesp.

Roraima registrou 61 vítimas, enquanto o Amapá aparece com 104. Na sequência estão Tocantins, com 147, Rondônia, com 167, e Amazonas, com 372. O Pará lidera a região, com 905 vítimas.

Os dados estaduais considerados pelo painel correspondem ao período de janeiro a julho de 2026 e podem sofrer atualização à medida que novas informações são consolidadas no sistema.

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