O pré-candidato ao Senado pelo PT, Jorge Viana, comentou durante sabatina do ContilNet, na Expoacre 2026, a decisão da federação formada por PT, PCdoB e PV de lançar apenas um nome para a disputa ao Senado, deixando de fora o professor Inácio Moreira, que manteve sua candidatura pelo PSOL.
Questionado sobre a exclusão de Inácio da chapa que também tem o médico Thor Dantas ao Governo do Estado, Jorge afirmou que a estratégia foi definida pela coligação e teve como foco concentrar forças na tentativa de recuperar uma cadeira no Senado.
VEJA MAIS: Após ser ‘excluído’ da chapa da esquerda, Inácio diz que seguirá com Jorge e Thor
“Quantos senadores nós temos? Nenhum. Quantos deputados federais dos oito nós temos? Nenhum. Nós não temos nada”, afirmou.
Jorge relembrou a eleição de 1994, quando, segundo ele, a esquerda também optou por concentrar esforços em uma única candidatura ao Senado, lançando Marina Silva.
“Eu falei para a Marina: ‘Você vai ser a única candidata ao Senado que tem dois votos’, para ver se a gente ganhava o mandato. Foi uma tentativa, e nós ganhamos”, disse.
Ver essa foto no Instagram
O petista ressaltou que Inácio tem legitimidade para disputar a eleição, mas afirmou que a federação decidiu apresentar apenas um candidato ao Senado.
“O Inácio tem todo o direito de ser candidato, mas a nossa coligação só tem um candidato, que sou eu. Fui escolhido. E está tudo na paz. Não tem problema nenhum”, declarou.
Ao defender a estratégia, Jorge argumentou que uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial aumentaria a importância de o Acre contar com um senador alinhado ao governo federal.
“Acho que o presidente Lula tem grande chance de ser reeleito. Se isso acontecer, quem será o interlocutor do Acre para garantir que os grandes projetos cheguem ao estado?”, questionou.
