A escalada nos preços dos combustíveis nas últimas semanas elevou ao limite a tensão no setor de transporte rodoviário. O avanço do valor do diesel em março motivou lideranças de caminhoneiros a intensificar a articulação para uma possível paralisação em escala nacional, com potencial de afetar o abastecimento em diversas regiões.
De acordo com dados da Petrobras, o preço médio do combustível tem sido pressionado pela forte volatilidade do petróleo no mercado internacional, influenciada por conflitos geopolíticos recentes. Para o consumidor final, a média nacional já orbita a casa dos R$ 6,15, valor que apresenta variações significativas dependendo da localidade e da logística de distribuição.
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Representantes da categoria afirmaram que a ideia de uma greve ganhou força após a realização de assembleias regionais. O principal argumento dos transportadores é que o custo do frete não tem acompanhado a velocidade dos reajustes nas bombas, tornando a atividade economicamente inviável para muitos profissionais autônomos.
O movimento de mobilização pode resultar na suspensão total ou parcial das atividades já nos próximos dias. “O setor não suporta mais essa variação sem previsibilidade. Ou o governo intervém, ou o país corre o risco de parar novamente”, destacou uma das lideranças envolvidas nas negociações.
Até o momento, o governo federal monitora a situação por meio dos órgãos de segurança e infraestrutura. A expectativa é que novas rodadas de diálogo ocorram para tentar evitar o desabastecimento, enquanto os caminhoneiros mantêm o estado de alerta e a organização de novos pontos de concentração ao longo das principais rodovias do país.
