Um incêndio em um reator da subestação de Bateias, em Campo Largo (PR), de propriedade da Furnas (Eletrobras), provocou um apagão de grande porte no Sistema Interligado Nacional (SIN) na madrugada desta terça-feira (14). O incidente desencadeou um efeito em cascata que afetou temporariamente o fornecimento de energia em diversos estados brasileiros.

— Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), o incêndio ocasionou uma “contingência severa”, levando ao desligamento temporário das regiões Sul e Sudeste/Centro-Oeste. O problema também refletiu nas regiões Norte e Nordeste, com quedas de energia registradas em várias capitais.
“O retorno dos equipamentos e a recomposição das cargas ocorreram de maneira controlada e mais rápida do que em ocorrências anteriores”, informou o MME em nota.
Sistema de segurança foi acionado automaticamente
Segundo a Copel, o fogo atingiu um equipamento de 500 kV, pertencente à Furnas, mas nenhum componente da companhia paranaense foi danificado. O Corpo de Bombeiros do Paraná conseguiu controlar as chamas, enquanto o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou o Esquema Regional de Alívio de Carga (Erac) — mecanismo automático que desliga parte do sistema para evitar colapsos em larga escala.
“Em função da atuação do Erac, 76 mil unidades consumidoras tiveram o fornecimento interrompido em todas as regiões do Estado às 0h32. A maior parte delas, 42 mil, na região Norte do Paraná. O restabelecimento foi autorizado às 1h01”, comunicou a Copel.
Apagão afetou consumidores em todo o país
O ONS informou que, no momento do incidente, a região Sul exportava cerca de 5 mil MW para o Sudeste e Centro-Oeste. A perda de carga foi significativa:
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1.600 MW no Sul
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1.900 MW no Nordeste
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1.600 MW no Norte
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4.800 MW no Sudeste
Em São Paulo, a Enel registrou 937 mil consumidores sem energia por alguns minutos, com normalização total por volta das 0h40.
No Rio de Janeiro, a Light informou que 450 mil clientes foram afetados.
No Amazonas, a Amazonas Energia confirmou interrupções em Manaus, Parintins e Itacoatiara.
Reunião de emergência
Uma reunião preliminar entre o MME, o ONS e representantes das principais concessionárias de energia foi marcada para esta terça-feira (14), a fim de apurar as causas do incêndio e definir medidas preventivas para evitar novos episódios semelhantes.
A Eletrobras, controladora da Furnas, foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria.
Fonte: Ministério de Minas e Energia / Copel / ONS / Furnas
✍️ Redigido por ContilNet










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